domingo, 2 de novembro de 2008

Capítulo 3

Quando eu cheguei no shopping, já era de noite. Esse maldito horário de inverno fazia com que a gente pensasse que era muito mais tarde do que na verdade era. Não estava vendo ninguém nos arredores das lojas nem do cinema. Liguei para o Caio.
-pii, pii, piii. Quem fala? Acho que eu não sei porque a senhorita não está registrada no meu celular e não a conheço.
-Cainho! Doido, onde você está?
-Eu estou atras de você. E você?
-Provavélmente na sua frente.
Quando eu me virei vi a pessoa mais meiga do mundo na minha frente. Olhos e cabelo escuros, pele morena e um sorriso radiante. Era quem eu amava secretamente. Não fala para ninguém. Ele desligou o celular e me olhou bem no fundo dos meus olhos.
-Julinha, Julinha... Por onde você andou se metendo?
-Por ai, ue!
Nesse mesmo instante, vi o Mario e a Luize se aproximando. O Mario estava vestindo uma das camisetas sexys dele, meio abertinhas no peito e tão apertada que quase dava para ver seu músculos invisivéis. Ele não era musculoso, mas não era obeso. Ele era até que meio magrela. Eu achava ele o cara mais metido do mundo, com aquelas suas roupinhas abertas e jeans apertados numa bunda quase inexistente; mas isso não era importante para a Lu.
Eles se conheceram numa daquelas baladinhas. Ele (obviamente) estava com aquelas roupas que a deixavam louca: apertadinhas e abertinhas. Incrível como uma adolescente pode ficar louca de paixões por um cara tão superficial quanto ele. Bom, eles se conheceram e começaram a ir no shopping, no cinema, etc. Coisas que casais comuns fazem. Monotonia total. Para a Luize, isso era o máximo, fazia parte de seu príncipe encantado. E agora eles estavam namorando faz... o que? Uns 2 meses. Não dou mais dois meses por eles. Odeio esse cara.
Entramos no cinema. A Luize me chamou para irmos no banheiro enquanto o Caio e o Mario compravam os ingressos. E pipoca para mim e o Caio. A Luize não queria pipoca, queria parecer magra mesmo que ela já fosse um palito. E todo mundo sabe que quem pede pipoca não vai beijar ninguém né?
Assim que a Lu me arrastou (literalmente) até o banheiro, ela pegou um gloss de sua bolsa e começou a querer me produzir.
-Lu! Que é isso?
-Já está na hora de você beijar o Caio. Vocês estão enrolando faz tempo, e quero ver você feliz.
-Eu estou feliz. Você sabe que eu sou feliz. Além disso, eu posso estar enrolando. Já o Caio, não sei. E se ele não gostar de mim? Prefiro não arriscar.
Me olhei no espelho imundo do banheiro do cinema. Meus olhos azuis escuros resaltavam com a minha pele e cabelo morenos. Eu estava vestindo uma camiseta de alçinhas com um arcoiris escrito freedom. Eu adorava aquela blusa. Combinando com uma calça jeans velha e fiel. Estava de cabelo solto, longo até embaixo do meu peito (não magnifico, por sinal) com cachinhos nas pontas. Eu não poderia nem ser comparada com a Luize. Ela estava vestindo uma sainha rosa com rendinhas e uma regata branca. Seu cabelo estava liso e preso pela metade, formando um lacinho atras com o seu próprio cabelo. Além disso ela estava maquiada da mesma cor da saia, um rosinha meigo, porém sexy. Seu olhos castanhos eram convidativos e provocantes. Depois dessa análise, não tinha mais dúvidas de porque ela e o Mario estavam juntos. Eles simplesmente eram ícones da moda.
-Ele já esta na sua.- disse a Luize esperando que eu deixasse que ela passase sombra brilhante nos meus olhos e coisa gosmenta nos meus lábios.
-Eu prefiro deixar tudo como está. A gente esta enrolando, mas é até que gostoso deixar rolar. Eu quero que eu não seja somente o namorico dele, e sim muito mais do que isso. Não quero que ele me abandone num futuro. Nem que ele me considere e super ex namorada chata.
-Está bem. Vamos. Mas, se um dia ele te beijar, o crédito é meu.

Capítulo 2

"Meu irmão é gay". Olhei para a frase que estava escrita na porta do meu quarto com admiração. Era a minha maior invenção. Abri a porta do meu quarto e a fechei logo após a minha passagem. O meu quarto era o melhor recinto da casa: Eu tinha o pintado de nuvens numa esperança de torná-lo um lugar mais tranquilo, mas eu simplesmente tinha posto por cima das pacíficas nuvens navios piratas, bandeiras com caveiras e homens com aquelas armas antigas e espadas. Eu tinha pintado também uma mulher com um vestido branco deitada na areia de uma praia. Não me perguntem por que. Acho que na realidade eu queria ser essa mulher. Deitada, relaxada, esperando que os piratas me levassem. Quem me dera.
Peguei o telefone roxo que estava na minha mesinha ao lado da cama e disquei:
- piii. piii. pii. Alô?
-Olá, aqui quem fala é a filha dos pais mais misteriosos do mundo, queria fazer uma propaganda eleitoral com a senhora. Com quem estou falando?
- Que foi Julia?
-Verdadeiramente, nunca vou me cansar de dizer que você não tem senso de humor. Quem te ensinou isso?
-Você.
- Bom... Vamos sair hoje?
-Não dá. Tem um monte de prova amanhã...
-Amanhã é sabado Luize. Só temos que nos preocupar com isso no Domingo. Porque você acha que eu odeio esse dia?
-O que você quer fazer?
-Ah, você me odeia.
-Liga para o Caio. A gente se vê no shopping às 6:35. Sem atraso. Vou levar o Mario.
-It´s me, MAAAAARIOOO!
-Engraçadinha. - eu ouvi ela rindo do outro lado do telefone, mesmo que eu soubesse que ela odiava que eu falasse isso do namorado dela. Depois ela desligou.
Vocês devem estar se perguntando: Quem é o Caio? Bom, vou contar a história para vocês. Ele era o namorado da minha melhor amiga. Antes, muito antes disso, a gente já era super amigo. Mas quando eles terminaram, eu fiquei mais amiga dele. Ae... Eu nunca acreditei na amizade de homem e mulher. Todo mundo tem segundas intenções.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Capítulo 1

Sem querer saber de mais nada, belisquei meu irmão tão forte, que minutos depois eu me arrependi. Sabia que dali a alguns minutos ele ia exhibir seu ematoma como se fosse um troféu e dar uma de coitado. Nossa. Realmente não conseguia descifrar o que acontecia na cabeça dele: era como um turbilão de idéias indo e vindo e vindo e indo a cada trinta segundos. Era tão complexo e inestável que ninguém nunca podia entendê-lo. E como isso acontecia com bastante frequência, ele batia nas pessoas.
Sempre falei para a minha mãe que deixar que ele fizesse aulas de kung fu era uma idéia terrivelmente perigosa. Ela? Nunca me ouviu. E até hoje briga com ele porque agora ele aprendeu a bloquear os golpes da minha mãe. Ele está ficando tão bom que ele já faz isso por reflexo. O problema é que agora ele se acha James Bourne. E sem querer ofuscar os faixa preta no kung fu, mas meu irmão é foda.
Subi no meu quarto, esperando o típico grito da minha mãe me chamando para explicar o roxo na pele lisinha e branquinha do meu irmão. Já até sabia a história de cor: a minha mãe me chamava, me dizia que isso não era certo e depois me deixava ir. Quase que até me dava um doce por ser tão boa menina. Mas se meu irmão implicasse comigo... Ai que o bicho pegava.
-O interfone, gente. Alguém vai atender pelo amor de Deus; vai você filha, deve ser o Caio.
-Ta mãe. - até parecia que ela tinha esquecido que eu tinha brigado com meu irmão.

-Alô?
-Sim, quem fala?
-Julia.
-Senhorita Julia, podemos falar com a sua mãe?
-Podemos?
-Sim, é urgente.
Foi quando eu já fiquei perocupada. O interfone somente tocava quando alguém chegava no condôminio. Eu chamei a minha mãe e ela veio andando, com aquela cara de "o que caralh*?" e atendeu de mau jeito. Ela só afirmou umas três vezes e depois desligou. Depois disso fui eu a da cara de "o que caralh*?"
-Mãe?
-Fala filha.
-O que foi isso? Quer dizer.. era o Caio, certo?
-Não.
-Então...?

A minha mãe ficou em silêncio por alguns minutos. O olhar dela com certeza queria me dizer algo, mas não conseguia entender o que ela quria me dizer. Depois disso, ela saiu andando com o seu lindo avental de flores e uma xícara de café quente que tinha pegado na cozinha. Chamou o nome do meu pai e depois ouvi o meu pai gritando:
-Meninos, já voltamos. Vamos comprar umas coisas no supermercado. Não demoramos.
E eles sairam pela porta de entrada como se nada tivesse acontecido. Estava realmente disposta a saber que era isso.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

INTRODUÇÃO

Ultimamente tenho pensado bastante no que irei fazer no futuro. Como não tenho verdadeiros planos de vida entrei no computador e cheguei a conclusão que queria ser feliz. Só isso. Sabe, muitas pessoas sempre dizem, ah faça o que te faz feliz, o que você masi gosta. Por incrivel que pareça, eu acho que ser feliz é o que mais eu gosto de fazer na vida, e é no que eu sou boa.
Foi então que eupercebi que eu queria ir para um internado em Florida. Era um programa super detalhado e disciplinado, o que realmente atraiu a minha atenção. Iriam ser seis meses lá na Florida, com masi sete companheiras de quarto e trabalho todo dia. TODO DIA! Nehum dia para folgar e ficar andando por ai, ou no computador sem fazer nada. NEHUM.
E eu amei. Realmente adorei. Achei que seria otimo para tentar me definir como pessoa e me tornar uma melhor menina. Decidi ir trabalhar na Disney.